Ipe Para quem deseja criar um Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita

Com o objetivo de colaborar com os amigos que estão pensando em iniciar um “Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita”, segue um pequeno roteiro:

1. Agregação das pessoas

Todos os meios poderão ser utilizados, mas existem dois que conseguem uma boa eficácia: envio de cartas pelo correio e contatos pessoais ou por telefone. É vital reforçar o convite, via telefone, para todos os que já tiverem sido convidados, quando estiver faltando poucos dias para a reunião.

Sem nenhum processo de discriminação, é importante concentrar esforços nos espíritas que já perceberam que o Espiritismo não pode ficar apenas entre quatro paredes, e que nós espíritas não poderemos separar a reforma íntima das transformações sociais. Portanto, apontar caminhos é uma ação parcial, temos que, junto com a sociedade, construir estradas.

É importante também frisar que o “Instituto” não vem substituir nem ocupar lugares preenchidos, pois tem uma proposta nova para uma área de atuação quase que inexplorada. Destaquem que o mesmo não exige exclusividade, ou seja, as pessoas não serão convidadas a deixarem suas outras atividades. É lógico que na medida em que o Instituto cresça, novas atividades irão aparecendo e as prioridades tendem a se modificar, mas isso é um processo natural e sem cobranças.

2. Amadurecimento das idéias

Uma vez agregadas as pessoas, que não precisa de muitas para começar, as primeiras reuniões devem se concentrar nos debates e amadurecimento dos seguintes temas:

  • O que é ser Cidadão Espírita ?
  • O que é interligar o pensamento espírita às diversas áreas do conhecimento humano ?
  • Estamos intercambiando com a sociedade?
  • Como isso poderia ser feito?
  • Quais as vantagens de se criar um Instituto?

3. Plano Estratégico

É importante que o Plano seja feito antes do Estatuto, pois temos que melhor definir as metas e ações, que são atos de execução e de planejamento, para depois delinear o Estatuto, que não deverá engessar a Instituição. Apenas para servir como consulta, o Plano Estratégico do IPEPE encontra-se nesta Home Page na seção Plano. Este trabalho é participativo, ou seja, todos devem se envolver. É aconselhável a presença de uma pessoa que tenha  experiência em planejamento.

4. Estatuto

Também como consulta, o mesmo se encontra neste site em http://ipepe.com.br/o-ipepe/estatuto/. Este trabalho , assim como os demais, também é participativo. Seria interessante a presença de uma pessoa com experiência na área jurídica.

5. Fundação

Após a elaboração do Plano Estratégico e do Estatuto, a Instituição já pode ser apresentada para a sociedade. Em relação ao IPEPE, foi feito um evento em uma sexta-feira a noite em um dos auditórios do Centro de Convenções de Pernambuco, onde foi apresentado um pequeno vídeo sobre os desafios da humanidade, uma explicação sobre “o que é o IPEPE” e uma exposição cujo tema central foi sobre Cidadania. Foram convidadas várias Instituições da nossa sociedade e muitas se fizeram presente. E aí, começou o IPEPE… Mas, um detalhe: o importante é começar, independente de se ter ou não um evento.

6. Mecanismo de atuação

Atualmente nós temos cinco principais pilares de atuações nas Coordenadorias Específicas:

6.1 Capacitação interna das Coordenadorias

São estudos e debates que ocorrem dentro das Coordenadorias, com expositores espíritas ou não, visando um maior aprofundamento dos temas de interesse da mesma e amadurecimento e intercâmbio de propostas. Existe uma seqüência metodológica para ser seguida. Para facilitar o entendimento, daremos um exemplo:

Responsável CAED – Coordenadoria da Área de Educação
Expositor – Paulo Feire
Tema – Educar para a realidade

Compromissos do expositor:

  • Expor sobre “ O que é educar”
  • Expor sobre “ Realidade da educação em Pernambuco e no Brasil”
  • Apresentar propostas de melhorias

Debates com o público: nesta fase começa o processo de amadurecimento da interligação do pensamento espírita na melhoria da questão apresentada. Após o intercâmbio de idéias e propostas, as que forem melhor consensadas serão selecionadas pelo coordenador da área para implementação das mesmas no plano operacional da CAED, que ocorrerá nas reuniões administrativas da mesma. Se for uma proposta muito ampla, a mesma será levada para a análise do colegiado do IPEPE .

6.2 Reuniões administrativas

Tem o objetivo de acompanhar as ações e os seus respectivos resultados, bem como os acréscimos das propostas oriundas das reuniões de capacitação interna, conforme o plano operacional. É aqui onde se faz o “gol”. Participam os colaboradores mais diretos das coordenadorias.

6.3 CEI – Ciclo de Estudos Integrados

Ocorre mensalmente na sede do IPEPE, onde todos são convidados para debates sobre temas atuais, havendo uma integração entre todas as coordenadorias.

6.4 Eventos externos

São realizados fora da sede do IPEPE, preferencialmente em ambientes típicos das respectivas Coordenadorias. Por exemplo: a Área Jurídica já fez eventos no auditório da Faculdade de Direito; A Educação costuma fazer nas Escolas e Universidades; A Saúde já fez em auditórios de hospitais; a Sócio-Política em Associação de Bairros etc.

É bom frisar que o IPEPE está aberto às parcerias, ou seja, se existe uma ONG, cujos princípios e objetivos sintonizem com a nossa ética, estaremos lado a lado para uma sociedade melhor.

O IPEPE também tem interesse em participar de eventos de outras Organizações. Por exemplo: havendo um Congresso de Pedagogos, a Área de Educação do IPEPE irá se inscrever para apresentar e debater propostas para a sociedade. O mesmo ocorre para eventos em outras áreas do conheciemento humano.

6.5 Ações Externas

É o dia a dia das ações referentes ao plano operacional. Por exemplo: contatos com ONG’s, Associações, Órgãos Governamentais , Escolas e Universidades, Judiciário, Legislativo etc . Essas ações são acompanhadas e delineadas nas reuniões administrativas acima citadas.

7. Postura Institucional

O IPEPE adota a postura de respeito, fraternidade e igualdade com todas as Instituições, sejam elas espíritas ou não. Em relação ao movimento espírita, o IPEPE estará sempre disposto ao diálogo e ao crescimento nas construções coletivas. Portanto o IPEPE, que não é um Centro Espírita nem uma Federativa, procura relacionar-se com todas as demais instituições espíritas, em um clima de respeito, amizade, integração, união e parceria, mas mantendo a sua plena autonomia e independência.